08 de Janeiro de 2026
Administração Condominial

Tendências que vão transformar a gestão de condomínios

Atualizado em: 06/02/2026 11:12:58

Aprox. 18 minutos de leitura.

Tendências que vão transformar a gestão de condomínios

A vida em condomínio tem passado por mudanças importantes, impulsionadas pelo crescimento urbano, pelas novas formas de morar e pelas expectativas cada vez mais altas dos moradores. Com isso, a gestão condominial deixou de ser apenas operacional e passou a exigir organização, planejamento e visão estratégica. Síndicos, administradoras e empresas de apoio precisam lidar com mais demandas, mais tecnologia e uma dinâmica que se transforma ano após ano.

Entender esse cenário é essencial para quem busca uma gestão mais eficiente, transparente e preparada para o futuro. A seguir, você confere os principais pontos que vêm ganhando destaque no mercado e que já influenciam a forma como os condomínios são administrados.

Gestão de Condomínios: confira as principais tendências

1. Tecnologia como eixo central da gestão moderna

A tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a fazer parte do funcionamento diário dos condomínios. Ela traz agilidade, reduz custos, facilita a comunicação e contribui para uma gestão mais organizada e previsível. A modernização das operações é impulsionada pela busca por eficiência e pela necessidade de atender um público cada vez mais conectado.

Nesse cenário, algumas soluções tecnológicas se consolidam como protagonistas:

  • Portarias remotas e híbridas, que combinam monitoramento profissional à distância com tecnologia de controle de acesso, oferecendo novos formatos de operação e potencial ganho de eficiência, além da redução de custos operacionais. Esses modelos permitem reconhecimento por imagem, atendimento remoto a visitantes, registro de ocorrências e apoio humano especializado, desde que aliados a protocolos bem definidos e à realidade de cada condomínio.
  • Plataformas integradas de administração, que centralizam documentos, comunicados, reservas de áreas comuns, ocorrências, boletos, histórico de manutenção e informações financeiras em um único ambiente digital, facilitando a transparência e a comunicação entre síndico, conselho, administradora e moradores.
  • Automatização de processos operacionais e financeiros, eliminando tarefas manuais e reduzindo erros, com leitura automática de consumo, emissão e envio de boletos, conciliação bancária, controle de contratos e lembretes de manutenção.
  • Aplicativos para comunicação e solicitações internas, que permitem abrir chamados, registrar ocorrências, acompanhar serviços, receber avisos, acessar documentos e participar de enquetes ou assembleias digitais.
2. Inteligência artificial e gestão baseada em dados

A gestão condominial entra em uma nova fase ao incorporar inteligência artificial e análise de dados como apoio às decisões do dia a dia. Mais do que digitalizar processos, a tendência é usar informações históricas e padrões de comportamento para tornar a gestão menos reativa e mais orientada por dados.

Nesse contexto, a IA passa a apoiar diferentes frentes da administração:

  • Análise de dados operacionais e financeiros, identificando variações de consumo, gastos fora do padrão e oportunidades de otimização a partir de indicadores e históricos do condomínio.
  • Apoio à manutenção preditiva, com leitura de dados de uso de equipamentos, sensores e registros técnicos que ajudam a antecipar falhas e reduzir emergências.
  • Automação inteligente de rotinas, auxiliando na organização de chamados, priorização de demandas recorrentes e padronização de comunicados.

O uso estratégico de dados fortalece o planejamento e contribui para decisões mais seguras e consistentes ao longo do tempo.

3. Segurança inteligente: novos modelos e protocolos

A segurança continua sendo uma prioridade nos condomínios, mas ganha novos contornos com o apoio da tecnologia e de protocolos mais estruturados. O foco deixa de ser apenas a reação a incidentes e passa a incluir prevenção, controle e padronização das operações.

Entre as principais tendências estão:

  • Controle de acesso por biometria e QR Code, que agiliza a identificação de moradores, visitantes e prestadores de serviço, reduz erros manuais e cria registros automáticos de entradas e saídas.
  • Monitoramento em tempo real, com câmeras de alta resolução e centros de controle especializados que acompanham o condomínio de forma contínua e registram ocorrências com mais precisão.
  • Integração entre segurança física e digital, conectando portaria, CFTV, alarmes, sensores e aplicativos em um único sistema, centralizando informações e reduzindo falhas de comunicação.
  • Protocolos preventivos e de resposta rápida, que orientam moradores, funcionários e equipes de apoio sobre como agir em situações de risco, reduzindo improvisos e padronizando condutas.
4. Privacidade, LGPD e governança de dados nos condomínios

A ampliação do uso de soluções digitais, especialmente em sistemas de controle de acesso, trouxe a proteção de dados para o centro da gestão condominial. Informações pessoais e biométricas exigem cuidados específicos, tanto do ponto de vista legal quanto operacional.

A adequação à LGPD envolve práticas como:

  • Tratamento adequado de dados pessoais e biométricos, com definição clara de finalidade, controle de acesso e medidas de segurança da informação.
  • Transparência com moradores e usuários, por meio de comunicados e políticas internas que expliquem como os dados são coletados, armazenados e utilizados.
  • Alternativas aos sistemas exclusivamente biométricos, evitando a imposição de um único meio de identificação e reduzindo riscos jurídicos.
5. Sustentabilidade como prioridade

A sustentabilidade se tornou uma necessidade para condomínios que buscam eficiência no uso de recursos e práticas mais responsáveis. Moradores também estão mais atentos ao impacto ambiental, o que incentiva a adoção de soluções alinhadas a um estilo de vida mais consciente.

Entre as iniciativas mais comuns estão:

  • Incentivo ao consumo eficiente, com monitoramento de energia, água e resíduos, além de campanhas internas de conscientização.
  • Projetos de energia solar, que reduzem a dependência da rede elétrica e os custos das contas mensais.
  • Gestão inteligente de recursos, com sensores de presença, automação da iluminação, temporizadores e sistemas de reaproveitamento de água.
  • Áreas verdes planejadas e manutenção sustentável, com paisagismo adequado ao clima e irrigação otimizada.
6. Mobilidade elétrica e impacto na infraestrutura dos condomínios

A mobilidade elétrica já faz parte da realidade de muitos condomínios. O crescimento no número de veículos elétricos e híbridos traz desafios relacionados à infraestrutura, segurança e regras internas.

Para lidar com essa demanda, é importante considerar:

  • Planejamento da infraestrutura elétrica, avaliando a capacidade do sistema existente e o impacto do uso simultâneo de pontos de recarga.
  • Definição de normas internas claras, com regras sobre instalação, uso, rateio de custos e manutenção dos carregadores.
  • Atenção às normas técnicas e de segurança, evitando improvisações que possam comprometer a operação do condomínio.
7. Logística de encomendas e nova rotina das portarias

O aumento das compras online transformou a portaria em um ponto central da operação condominial. Sem processos bem definidos, o volume de entregas pode gerar falhas de controle, sobrecarga da equipe e conflitos com moradores.

Por isso, a logística interna passa a ganhar atenção:

  • Organização do fluxo de recebimento e retirada, com registros claros, rastreabilidade e regras alinhadas à rotina do condomínio.
  • Uso de soluções de apoio, como armários inteligentes ou sistemas digitais de controle de encomendas.
  • Redução de riscos e retrabalho, permitindo que a equipe da portaria foque no controle de acesso e na segurança.
8. Novas expectativas dos moradores e experiência condominial

O perfil dos moradores mudou e, com ele, as expectativas em relação à vida em condomínio. Os empreendimentos passaram a ser vistos como espaços de convivência, trabalho, lazer e bem-estar.

Entre as principais demandas estão:

  • Espaços de convivência multifuncionais, como coworkings, salões adaptáveis e áreas gourmet.
  • Serviços sob demanda, como pequenos reparos, limpeza pontual e serviços para pets.
  • Cultura de bem-estar e comodidade, com academias, áreas verdes e iniciativas que incentivem hábitos saudáveis.
  • Transparência e comunicação ativa, com informações claras sobre finanças, manutenção e decisões da gestão.
9. Síndicos mais profissionais e gestão mais estratégica

A função de síndico se tornou mais técnica e estratégica diante da complexidade dos condomínios modernos. Cresce o número de síndicos profissionais e de gestores que buscam formação contínua para atuar com mais preparo.

Alguns movimentos se destacam:

  • Atuação de síndicos profissionais, com dedicação exclusiva, metodologia e domínio da legislação.
  • Modelos de governança mais claros, com definição de responsabilidades e comunicação estruturada entre síndico, conselho e administradora.
  • Treinamentos e especializações, voltados à administração, finanças, segurança e mediação de conflitos.
  • Gestão financeira baseada em dados, com indicadores, relatórios e dashboards que facilitam o planejamento e o controle.
10. Operações integradas de facilities

A integração das operações de facilities permite uma gestão mais eficiente dos serviços de manutenção, segurança, limpeza, jardinagem e apoio operacional, evitando falhas comuns quando cada área atua de forma isolada.

Entre os pontos mais relevantes estão:

  • Manutenção preditiva, com inspeções programadas e uso de dados para antecipar falhas.
  • Terceirização especializada, garantindo equipes treinadas, supervisão ativa e padronização dos serviços.
  • Padronização de processos, com rotinas claras, checklists e escalas bem definidas.
  • Redução de riscos operacionais, a partir da centralização de informações e melhor controle das atividades.

O papel das administradoras diante das novas demandas

Com a evolução da vida em condomínio e o aumento das responsabilidades envolvidas na gestão, as administradoras têm assumido um papel ainda mais estratégico. Elas deixam de atuar apenas como prestadoras de serviços burocráticos e passam a ser parceiras na tomada de decisões, oferecendo suporte técnico, soluções digitais e orientação contínua para síndicos e moradores. Essa mudança acompanha as tendências do setor e garante que o condomínio consiga acompanhar um mercado cada vez mais dinâmico.

Para atender às novas expectativas, as administradoras modernas ampliam seu escopo e adotam práticas mais inteligentes e integradas, como:

  • Transformação digital dos serviços, com plataformas que automatizam rotinas, disponibilizam dados em tempo real, facilitam reservas, registros, atendimentos e consultas financeiras. Isso gera transparência e reduz o tempo gasto em tarefas repetitivas.
  • Suporte consultivo além do operacional, oferecendo análises, orientação jurídica e administrativa, apoio em decisões importantes e acompanhamento de projetos do condomínio. A administradora passa a atuar como braço direito do síndico.
  • Gestão documental inteligente, que reúne contratos, atas, relatórios, notas fiscais e históricos em um ambiente digital organizado e acessível. Isso facilita auditorias, garante conformidade e evita perdas de informações.
  • Apoio contínuo ao síndico e aos condomínios, com atendimento ativo, acompanhamento das demandas, emissão de relatórios e suporte para imprevistos. Esse suporte constante traz segurança e contribui para uma gestão mais estável e eficiente.

Com esse novo posicionamento, as administradoras se tornam peças-chave para que os condomínios se mantenham atualizados, eficientes e preparados para as tendências que moldam o futuro do setor.

Prepare seu condomínio para o futuro com a Athemos

A gestão condominial vive um momento de transformação profunda. Tecnologia, profissionalização, novas exigências legais e expectativas mais altas dos moradores elevaram o nível de complexidade da administração. Hoje, gerir um condomínio vai além de cumprir rotinas: envolve organizar processos, tomar decisões embasadas, garantir transparência e antecipar riscos operacionais e financeiros.

Para acompanhar esse cenário com segurança e previsibilidade, síndicos e conselhos precisam contar com parceiros preparados, que entendam a realidade do dia a dia condominial e consigam integrar estratégia, operação e controle. É nesse contexto que a Athemos atua.

Com uma abordagem integrada, a Athemos reúne administração condominial, contabilidade e facilities, apoiando o condomínio em diferentes frentes da gestão:

  • Organização e padronização de processos, trazendo mais clareza para rotinas administrativas, financeiras e operacionais, reduzindo improvisos e aumentando a previsibilidade da gestão.
  • Gestão baseada em dados e informação confiável, com apoio à tomada de decisão, controle financeiro mais preciso, relatórios claros e maior transparência para síndicos, conselheiros e moradores.
  • Integração entre operação e governança, fortalecendo a comunicação entre síndico, administradora e equipes, organizando documentos, contratos e informações essenciais para o bom funcionamento do condomínio.
  • Suporte consultivo contínuo, auxiliando síndicos em decisões estratégicas, no planejamento de melhorias, na gestão de riscos e na adaptação às novas tendências e exigências do setor.

Mais do que executar tarefas, a Athemos atua como parceira da gestão condominial, contribuindo para que o condomínio funcione de forma mais profissional, equilibrada e alinhada às transformações do mercado.

Se o seu condomínio busca modernizar a gestão e se preparar para os próximos anos, fale com a Athemos

Nossa equipe está pronta para oferecer consultoria especializada e apresentar soluções alinhadas ao futuro da administração condominial.

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